Review: Ninguém precisa morrer

Você odeia jogos onde tem diálogo pra caramba, puzzle e mais diálogo e no fim nada de ação ou algo do gênero? Passe longe de “No-One has to Die”. Ou não, talvez você mude de ideia.

Com uma proposta simples, “No-One has to die” é um adventure onde você precisa decidir quem você deve salvar, tendo em vista que algumas casualidades não podem ser evitadas e alguém vai ter de morrer.

No one has to die characters

O jogo se divide em dois momentos, um onde você apenas aperta ENTER e vai avançando no diálogo (a la visual novel) e outra onde você precisa resolver um pequeno puzzle pra conseguir avançar na história, utilizando o mouse para clicar em interruptores e mover os personagens.

É um título muito curto, mas ao mesmo tempo com uma temática complexa e profunda. Não posso comentar muito sobre esta, sob o risco de estragar a experiência de quem vai jogar.

A jogabilidade em si responde bem, sem bugs, mas é bem simplória, seguindo a proposta do jogo, afinal, é um browser game de curta duração, e em 20-30min você termina, ou menos, dependendo da sua velocidade de leitura.

De maneira sucinta, a parte jogável consiste em fazer com que os personagens sobrevivam sem ser incendiados ou afogados em meio a um prédio pegando fogo. Você clicará em setinhas pra mover o personagem pelo cenário e utilizará o mouse pra ativar interruptores que acionam correntes de água. Requer um pouquinho de estratégia e tentativa e erro, mas não é nada complicado.

Um pouco de trabalho na movimentação dos personagens pelo grid na parte jogável ficou devendo, pois as setinhas são muito pequenas e você precisa clicar nelas pra mover o personagem. De resto tudo funciona perfeitamente bem.

Os gráficos são bem simples. Pequenos ícones representam cada personagem durante as conversas e durante a parte quebra-cabeça. A direção de arte é simples e eficiente, sem muito requinte, com traços ocidentais. A apresentação do jogo é limpa e agradável.

No quesito história, não posso falar muito, já que parte da graça do título é desvendá-la. Um prédio começa a pegar fogo e o incendiário, bem como outros 2 funcionários, o chefe da empresa e um mero visitante (você) entra na rede de chat por celular da empresa. O desenrolar da história é feito por meio das trocas de mensagens entre os personagens, nessa rede interna, e quase que por completamente por meio desses diálogos. Espere uma boa história com pelo menos 4 ou mais plot-twists interessantes. A trama é bem construída, e o final fica bem aberto a interpretações diversas e debates.

A trilha sonora do jogo é excelente, e os efeitos sonoros são simplórios, porém com certo impacto e vivacidade. O som de avançar nas conversas não é irritante.

No-One has to die é um jogo rápido que agrada a quem curte uma boa história dentro de um jogo simples, com interatividade na medida certa e escolhas com implicações reais e justificadas, que complementam o enredo total.

Você pode jogá-lo gratuitamente aqui: No-One has to die

Para o QuestGamer

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