O Horror Escondido #1: Call of Cthulhu DCotE

Outubro chegou! Mês de Halloween, monstros, assombrações e todas essas coisas! (A não ser que você seja um daqueles que não comemora feriados americanos blábláblá). E para comemorar o clima, durante as próximas quatro semanas vamos desenterrar alguns jogos de terror que não são tão conhecidos, mas que merecem ser relembrados nessa época.

O primeiro da lista, e um dos meus preferidos, é Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth, jogo que foi lançado pela Bethesda e Ubisoft em 2005 para o Xbox e ganhou um port para Pcs em 2006. A sua produção já foi bem conturbada, já que os primeiros screenshots do jogo surgiram em 1999! E ele quase ganhou uma versão para PS2, mas que acabou sendo cancelada.

Capa Call of Cthulhu

Se você ainda não reconheceu pelo nome do grande Cthulhu no título, o game é baseado na obra de H.P. Lovecraft, mais especificamente a história “The Shadow Over Insmouth”, mas com diversas liberdades, incluindo o protagonista, que aqui é o detetive particular Jack Walters, um policial que já passou por algumas experiências traumatizantes no passado. Após uma temporada internado no Asilo Arkham (não AQUELE Arkham, mas esse é o original), Jack é chamado pra investigar um desaparecimento na cidade de Insmouth, um lugarzinho que não recebe forasteiros muito bem.
É claro que, como em todo bom filme de terror, você começa a fazer perguntas demais, e logo na primeira noite consegue irritar os habitantes da cidade, que passam a te caçar por todos os lugares.

O jogo acerta em cheio esse clima de “sem lugar para se esconder”, trazendo uma jogabilidade que foca mais no stealth do que nos tiroteios em si. Logo de cara você enfrenta uma perseguição em um hotel, tendo que bater portas e empurrar armários enquanto uma multidão maluca e armada corre atrás de você, sem te dar 2 segundos de folga.

Uma coisa bacana é que o jogo não tem um HUD, nem mesmo retículo de mira, algo que pode ser comum atualmente, mas que na época era bem inesperado, e contribuiu bastante com a imersão, indispensável nesse tipo de história.

Durante os combates, Jack pode se ferir de formas diferentes, como cortes ou fraturas nos membros, que são visíveis quando você entra no inventário, algo semelhante ao que foi visto em Metal Gear Solid 3. Para se curar, é necessário misturar itens como linha, bandagens e talas e caso seus ferimentos não sejam tratados logo, eles começam a afetar a jogabilidade. Um braço quebrado vai piorar sua mira, e uma fratura na perna faz Jack mancar, além de produzir um barulhinho terrivelmente agoniante quando você anda.

Call of Cthulhu 2

Outra característica interessante era a mecânica de sanidade, que novamente se tornou mais comum, graças a jogos como Amnesia. No melhor estilo do horror lovecraftiano, você até pode enfrentar os monstros, mas isso cobra um preço alto, olhar para criaturas e para alguns símbolos bizarros deixam Jack perturbado, e te obrigam a sempre mudar o foco da sua atenção em horas tensas, pois em último caso o detetive pode até se suicidar!

É claro que nem tudo são flores: o visual era um pouco datado já na época do lançamento do game, principalmente pela demora na sua produção. A dificuldade dele é bastante impiedosa, e os save-points são raros.
Isso sem falar que o jogo tem o nome da Bethesda… então… bugs, bugs bem sérios.

Ainda assim, até hoje Dark Corners of the Earth consegue manter o fator “medo” em alta e de forma bem melhor que muitos jogos atuais. O clima é bastante fiel ao trabalho de Lovecraft, com vários momentos tensos, monstros bizarros e até uma garotinha assustadora, só pra manter a contagem dos clichês!

Para o QuestGamer

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