O Horror #4: Hellnight

E encerrando o especial de Halloween, muito apropriadamente hoje, o último jogo da nossa lista é uma pérola (ou não) do PSOne, bastante difícil de se encontrar, já que foi lançado apenas no Japão e na Europa: Hellnight, ou Dark Messiah como é chamado na versão japonesa.

 

Hellnight é mais um daqueles jogos que ou você ama, ou odeia, mas que não há como negar que tem uma proposta interessante. Seu personagem é um cara comum de Tokyo, que um dia, sem motivo aparente, é perseguido por um grupo que pertence a um culto bizarro chamado “Holy Ring”. Pra escapar, você entra no metrô (afinal, por que não?), mas seu vagão acaba atropelando um cientista, causando um acidente que mata todos os passageiros, com exceção de você e uma estudante “padrão-anime” chamada Naomi.

Ah, o cientista também sobrevive, mas só porque na verdade ele estava infectado por uma criatura mutante que começa a matar tudo em seu caminho e muda de forma conforme a história avança. Durante a fuga do monstro, você e Naomi acabam entrando mais a fundo no sistema de metrôs, e descobrem uma espécie de labirinto subterrâneo militar, que agora é habitado por pessoas que abandonaram suas vidas na superfície, e diga-se de passagem, provavelmente não eram muito populares.

E é nesse labirinto que a coisa se desenrola, você navega em primeira pessoa por diversos corredores buscando por uma forma de sair com vida, enquanto é frequentemente perseguido pelo mutante, que é o único inimigo do jogo!

Esse monstro!

 

As coisas mantém um clima bem tenso, já que você não tem como se defender do monstro, e ele consegue te matar com um só golpe. Para tornar tudo ainda pior, seu personagem não consegue correr por muito tempo, ficando cansado e andando mais devagar caso se esforce muito. A tela chega até a balançar, como se ele estivesse tentando recuperar o fôlego.

A sua companheira, Naomi, tem poderes psíquicos, e é capaz de mostrar no mapa onde o monstro está, o que pode ajudar bastante em certos momentos. A sacada, é que caso a criatura te alcance pela primeira vez, ele mata ELA, e aí já era, não tem como fazer Naomi voltar, o próximo golpe vai ser em você!

Existem outros personagens que podem se juntar ao seu grupo, para te ajudar, porém você só pode andar com um deles por vez. O destaque fica para Ivanoff, um soldado que anda com um lança-mísseis(!), que só consegue mesmo é deixar a criatura incapacitada por alguns segundos (!!).

Além disso, o final do jogo muda de acordo com quem estiver te acompanhando, ou caso você esteja sozinho.

Visualmente o jogo não é nenhuma maravilha, era aquela fase do PSOne, onde tudo tinha que ser 3D, e com CGs de doer os olhos. Durante sua jornada pelo subterrâneo, você vai dar de cara com alguns NPCs que são tão feios quanto o próprio monstro. O bacana mesmo é o áudio, que ajuda bastante na ambientação, te dando uma sensação de estar mesmo sozinho nos corredores, e do nada te assustar com o rugido do seu perseguidor.

Não, Hellnight não é um jogo que envelheceu muito bem, os controles dele também podem irritar um pouco, principalmente na hora de abrir portas. Mas apesar disso, a ideia de ser perseguido constantemente por um monstro indestrutível é bem aplicada aqui, e dá certo. Então vale a pena pelo menos dar aquela olhada de curiosidade!

Para o QuestGamer

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