Indie Review #1 – Thief Town

Ah, a nostalgia, a essa altura todo mundo já sabe que esse é um jeito praticamente certo de atrair o público pro seu jogo. Se um personagem pixelado, ao melhor estilo NES ou SNES aparece na tela, pessoas em todo o lugar imediatamente começam a atirar dinheiro no monitor.

Não que isso seja algo ruim, todo mundo gosta de um pouco de nostalgia, e muitas ideias interessantes saem de estúdios com poucos recursos que resolvem optar por criações retrô. Um exemplo disso é Thief Town, que entra pra valer na máquina do tempo, e aposta em um visual que lembra os jogos de Atari.

Thief Town 3

A premissa é simples, mas bastante interessante, e quase uma desconstrução do multiplayer de Assassin’s Creed. Até quatro jogadores são colocados em um mapa, e devem matar seus adversários da forma mais discreta possível, para evitar serem identificados pelos outros. A pegadinha é que obviamente vocês não estão sozinhos no mapa, já que existem diversos ladrões idênticos controlados pela IA no game, e para piorar, TODOS, inclusive os jogadores tem a mesma cor.

No começo isso pode ser bastante confuso, já que você precisa, antes de tudo, identificar qual é o seu personagem. Mas basta se acostumar com o ritmo do jogo, que a coisa fica mais divertida, e as partidas se tornam bem disputadas.

Thief Town 4

Pra ajudar a variar, existem outros modos de jogo, o Drunk Town, onde um jogador controle um xerife armado com uma pistola (EXTREMAMENTE poderosa), e deve atirar nos outros 3 ladrões, que só podem se jogar no chão para desviar do tiro, e o outro é Spy Town, em que você conta com itens para auxilio, como bombas de fumaça, uma armadilha para revelar quem são os outros jogadores, e o já mencionado revólver.

O charme retrô do jogo acerta em cheio, e mesmo com as limitações do estilo, há muita personalidade no jogo, demostrado em detalhes como o retrato do personagem sobrevivente ao final dos rounds, na trilha sonora ou no fato que você mata o pianista no menu principal para tirar a música. Mas existiam alguns recursos modernos que poderiam ser usados, e fazem falta, sendo o principal, a possibilidade de jogar online. Você só consegue iniciar uma partida se tiver ao menos mais um jogador, seja jogando no mesmo computador, ou VIA LAN!, não rola nem usar bots, o que limita bastante as suas oportunidades de jogar.

Thief Town

Apesar disso, ainda é uma experiência bacana, que vai fazer muita gente reviver os bons dias em que jogar multiplayer era juntar mais 4 amigos no mesmo sofá e botar Goldeneye no seu 64. Se você se interessou, pode encontrar Thief Town na Steam, por R$ 8,39.

Para o QuestGamer

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