O Horror #3: Sweet Home

E é hora de desenterrar mais uma pérola desconhecida do horror. Imagino que se você leu os outros dois textos, e está aqui novamente, tem o mínimo de interesse por jogos de terror, e se você gosta dos jogos mais modernos, especialmente Resident Evil, tem que agradecer, pelo menos em partes, à Sweet Home, jogo que foi lançado só no Japão para o NES em 1989, e é um dos precursores dos jogos de terror nos consoles.

(Sweeeeet Home Alaabama… pera, não!)

Esse não é um daqueles casos onde a capa do jogo não faz o menor sentido, o Sweet Home é uma adaptação de um filme de terror japonês do mesmo ano, e pasmem, é considerado MELHOR que o filme! (E acho que dá pra marcar isso como um caso único na história né?). O enredo gira em torno de uma grande mansão abandonada onde há 30 anos (naquela época) um famoso pintor chamado Ichiro Mamiya desapareceu misteriosamente. Você acompanha um grupo de cinco investigadores/aventureiros: Kazuo, Ryo, Akiko, Asuka e Emi, que vão até a mansão em busca de pinturas que Ichiro supostamente escondeu na casa antes de sumir.

É claro que a mansão é assombrada pelo fantasma de uma mulher misteriosa, e os cinco personagens acabam presos lá, cercados por fantasmas, zumbis, cães infernais e tudo mais que você pode colocar em um jogo de terror.

Você pode jogar com os 5 personagens, mas como em toda boa história de terror desde Scooby Doo, eles não andam sempre juntos, e é necessário se dividir em times, tanto pra explorar a mansão, quanto para participar dos combates, te dando a possibilidade de alternar o controle dos grupos quando você quiser. E o jogo traz muito dos RPGs orientais, com encontros aleatórios e batalhas em turnos.

Uma coisa bacana é que cada um dos personagens tem alguma habilidade especial, Akiko consegue curar os outros personagens, por exemplo, já Ryo tem uma câmera que pode ser usada para decifrar mensagens secretas ou mesmo causar dano em alguns inimigos e a Asuka tem um útil e necessário…. aspirador de pó (FEMINIST ALERT!). Caso um deles morra, é pra valer, não tem volta e nem como ressuscitar, mas pra você não ficar na mão, existem itens que substituem as habilidades dos personagens.

Manter seus exploradores vivos (ou não), é uma parte importante da estratégia, já que existem 5 finais possíveis de serem feitos, dependendo de quem chega inteiro até o final da aventura.

O jogo provavelmente não passa na regra dos 15 anos pra maioria das pessoas, principalmente se você não tem paciência para JRPGS clássicos. Mas vale no mínimo uma olhada de curiosidade, afinal Sweet Home ganharia um remake no PS1, que acabou se tornando nada menos que o primeiro Resident Evil, e com certeza você pode reconhecer algumas das características marcantes, como a famosa tela de loading da porta se abrindo, e também é claro os puzzles, e a ambientação em uma mansão sinistra.

Só gente bonita…

Para o QuestGamer

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